Primeiramente, falo em nome do Prof. Marco Antonio Razouk, que pede desculpas pela ausência, pois os demais membros do conselho da faculdade união estão agora na cerimônia de colação de grau do curso de direito, evento que requer a participação dos mesmos para sua efetivamente. Ele deixa os cumprimentos a todos os formandos e familiares, e os encontra amanha, para a cerimônia de colação de grau, no Teatro Marista.
Dirijo-me agora aos meus afilhados.
A alegria de poder estar aqui é muito grande. É a maior recompensa de um mestre! Essa ocasião é muito especial por uma série de razões. A mais importante delas, sem dúvida, é ter sido lembrada pela maioria de vocês! Isso nos enche de orgulho e gratidão!
Quando vocês começaram o curso, parecia um tempo interminável. Muitos sentiram que talvez não conseguiriam chegar até aqui. As cobranças não eram poucas, mas os resultados, sempre satisfatórios. Afinal, se estão aqui, é porque conseguiram alcançar os seus objetivos.
Devo confessar que fiquei pensando no que diria a vocês nesta ocasião especial, que causasse o impacto esperado. Afinal, vocês esperam ouvir palavras que os façam sentir-se únicos, raros, especiais, assim como são...
É comum que os formandos fiquem esperando um discurso, em que o padrinho ou madrinha fale algo que impacte suas vidas! Ou que apresente uma estratégia de vida
inédita, que não tenha sido dita ou pensada até agora! Bem, devo dizer que não tenho uma estratégia inédita.
Mas vou contar uma história real, que talvez até absurda para algumas pessoas, mas uma história que pode produzir muitos efeitos positivos, e que pode realmente mudar suas vidas de alguma forma. Essa é uma história real, vivida e contada pelo meu amigo Bob Moffitt, um dos diretores da Fundação Harvest, nos Estados Unidos.
Em sua ultima visita ao Brasil, Bob nos contou como ele gosta de cuidar do jardim de sua casa, para que sua casa tenha sempre uma aparência bonita. Todos os sábados, ele vai cuidar do jardim: poda a plantas, corta a grama, rastela as folhas velhas... Ele nos contou que há alguns anos atrás, ele percebeu que o jardim do vizinho estava mal cuidado e sujo, e que isso deixava a sua rua com uma aparência ruim, de desleixo e abandono.
Ele não costumava ver seu vizinho. Mas sabia que o vizinho estava desempregado havia algum tempo, e que vivia bebendo dentro de casa, e raramente saía, a não ser para pequenas compras, provavelmente porque mal tinha dinheiro para o supermercado.
Num daqueles sábados, após terminar de limpar o jardim, Bob perguntou a Deus: “Senhor, por que o meu vizinho não vem e cuida também do seu jardim? Olhe como está nossa rua! Está feia por causa do jardim dele, descuidado e sujo!”
Aí, Deus respondeu ao Bob: “Bob, vai lá e limpe o jardim dele”.
“O que??” – disse Bob – “Limpar o jardim dele? Já que ele não trabalha, ele poderia bem limpar o próprio quintal uma vez por semana, assim como eu faço. Eu trabalho todos os dias e encontro tempo para cuidar do meu jardim. Ele não trabalha, e eu é que tenho de limpar o jardim dele? Nada feito!”
E Deus disse: “Bob, meu filho, vai e limpe o jardim dele.”
Bem, Bob, estava cansado, mas foi, meio contrariado, e limpou o jardim do vizinho: cortou a grama, aparou as plantas, rastelou, e pôs no lixo as folhas secas. O vizinho nem sequer apareceu para agradecer, ou oferecer-lhe uma limonada.
Na semana seguinte, Bob levantou-se cedo, e foi cuidar do seu jardim como de costume. Ele já havia terminado, e nem sinal do vizinho, para vir seguir o seu exemplo. Quando ele estava pronto para guardar suas ferramentas, Deus disse a Ele: “Bob, você ainda não acabou.”
- “Como não, Senhor? Veja como está limpo e bonito o meu jardim.”
- “Não, você ainda não cuidou do jardim do seu vizinho.”
- “O que?? Vou ter que limpar o jardim do meu vizinho preguiçoso de novo?? Eu já fiz isso semana passada!”
- “Bob, meu filho, vai e cuide do jardim do seu vizinho.”
E lá se foi Bob, indignado por ter de fazer a tarefa de alguém que não se incomodava com sua própria casa.
Bob não via o vizinho, mas sabia que ele o espionava pela janela. Bob sentia-me meio tolo por estar fazendo isso, mas a voz de Deus tinha sido muito clara.
Então, ele fez isso no segundo sábado, e em todos os outros sábados que se seguiram naquele ano.
Nunca, porém, seu vizinho havia saído enquanto Bob trabalhava, para lhe agradecer, para oferecer-lhe um refresco, ou mesmo para insultá-lo. Bob apenas obedecia a voz de Deus.
Um ano mais tarde, enquanto Bob assistia ao noticiário da noite, alguém bateu à sua porta. Ele foi abrir, e qual não foi sua surpresa quando vislumbrou o vizinho à porta.
- “Posso entrar?” – disse ele.
- “Sim”, Bob respondeu. E convidou-o a sentar-se.
- “Bob, posso te perguntar uma coisa? Por que é que você limpa meu jardim todos os sábados?”
E Bob respondeu: “Por que Deus me mandou fazer isso.”
- “Deus? Você disse Deus?”
- “Sim, Deus.” Respondeu Bob. E seu vizinho perguntou: - “Você pode me falar um pouco mais sobre isso?”
E Bob falou ao vizinho por mais de duas horas... contou-lhe todo o ocorrido desde o dia em que começou a limpar o jardim. Seu vizinho, então, contou-lhe sobre a sua situação, seu desemprego, a profunda depressão que o havia tomado, e porque ele passava horas dentro de casa bebendo. Contou-lhe que não se sentia amado pelas pessoas, e como isso o havia trazido um sentimento de derrota e solidão.
A partir desse dia, eles passaram e ter um encontro semanal, para tomarem café juntos, e conversavam por horas sobre a vida, e especialmente sobre Deus, e Bob lhe falava sobre o imenso amor de Deus para com os homens.
John gradualmente foi se tornando uma pessoa menos amarga, parou de beber. Eles se tornaram bons amigos.
John acabou se mudando para outro bairro, pois havia arrumado um emprego em um local distante.
Dois anos depois do primeiro encontro, em uma visita ao Bob, John contou que se tornara o líder de um grupo em uma igreja local, e que hoje ele faz a mesma coisa que Bob fez por ele: ele também cuida do jardim do vizinho...
Quantos de nos aqui nesta noite teríamos tido essa mesma atitude de obediência que Bob teve? Quantos de nos seriamos capazes de amar alguém nessas condições?
Bem, talvez, nesse momento de sua vida, que requereu muito investimento financeiro, de tempo, e esforço... talvez não seja bem uma historia como essa que você esteja querendo ouvir....
Talvez você esteja se perguntando o que faria na vida para que seja bem sucedido, qual o segredo do sucesso, como irá conquistar coisas... e não estejam muito interessados em saber como limpar o jardim de um vizinho folgado e preguiçoso...
Mas eu insisto em deixar o exemplo do Bob para vocês, pois, conforme está escrito no Evangelho de Lucas capitulo 9 e versículo 25: “De que vale vocês ganharem o mundo todo e perderem sua alma?” Uma alma vale mais que o mundo inteiro.
Tomem a decisão de amar alguém, ainda que não seja essa a sua vontade. Decidam pelo amor, pois o amor pode mudar muitos caminhos, ele pode salvar vidas; o amor poderá fazer da sua vida uma vida muito melhor.
Somos criados à imagem e semelhança de Deus. Deus é amor. Então, devemos amar. Bob tomou a decisão de amar... e Deus tem abençoado sua vida de forma poderosa... Bob é uma pessoa muito bem sucedida... ele viaja pelo quatro cantos da terra, com uma agenda lotada, ensinando pessoas nos mais diversos lugares, e em instituições que disputam para conseguir um horário na agenda dele...
Quem você pode amar? Talvez, aquela pessoa que você menos ama hoje seja a pessoa que mais precisa de você.
Deixo para vocês um trecho da Primeira Carta de Paulo aos Coríntios, capitulo 13:
Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.
E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.
E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.
O amor é paciente, é bondoso; o amor não é invejoso, não é arrogante, não se ensoberbece, não é ambicioso, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não guarda ressentimento pelo mal sofrido, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
Muito obrigada!!! Deus os abençoe e os faça prosperar em todos os seus caminhos! Um beijo a todos, com muito amor!!



